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Entidades do turismo pedem que Senado não vote PEC do fim da escala 6x1 antes das eleições

21 de set.
2 min de leitura

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), junto com suas 34 federações e sindicatos filiados, lançou nos dias 29 e 30 de agosto de 2026 uma campanha nacional para que a PEC do fim da escala 6x1 não seja votada antes das eleições. A Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA) integra a mobilização, que questiona a mudança das regras trabalhistas às vésperas do processo eleitoral.

Segundo as entidades, a economia enfrenta juros altos, crédito caro, endividamento recorde das famílias e inadimplência empresarial sem precedentes, cenário em que um aumento abrupto de custos seria repassado ao consumidor, com risco de retração de vagas e avanço da informalidade. Para o turismo, a CNC afirma que cerca de 90% da mão de obra atua no regime 6x1 e cita um estudo da própria confederação que aponta custo potencial de adequação de 54% para o setor.

Como alternativa, as entidades defendem que a readequação das jornadas ocorra por meio de convenções coletivas de trabalho, respeitando as negociações entre trabalhadores e empregadores previstas desde a reforma trabalhista de 2017. O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, afirmou que o setor terciário não se opõe ao debate sobre o bem-estar do trabalhador, mas que uma decisão dessa magnitude exige análise técnica e responsabilidade. Já o presidente da FBHA, Alexandre Sampaio, destacou que hotéis, pousadas, bares e restaurantes são intensivos em mão de obra, funcionam nos fins de semana e até 24 horas por dia e, por isso, precisariam de regras diferenciadas.

O apelo ocorre em meio à tramitação rápida da proposta no Senado. A PEC foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça em 2 de setembro e segue para o Plenário, com previsão de reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais em duas etapas, sem redução de salário. Sindicatos de trabalhadores de hotelaria e gastronomia, por sua vez, defendem a mudança como uma questão de saúde, dignidade e qualidade de vida, apontando o desgaste físico e a alta rotatividade associados à escala atual.

Para trabalhadores e empresas do turismo do Distrito Federal, o embate entre a via constitucional e a negociação coletiva deve seguir no centro da pauta enquanto o Plenário do Senado não define a data da votação.

Fontes: PANROTAS; Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA); Jornal de Brasília

Setor de hospedagem e alimentação defende que mudanças na jornada passem por negociação coletiva
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